Pensava antes de começar a escrever como iria intitular minha experiência vocacional, e me vinha: tudo o que eu sou hoje; se sou o que sou graças a acção e o agir de Deus em mim.

Tudo começou quando pela primeira vez minha mãe mandou-me a catequese. Aí na catequese aprendi a conhecer e a amar Jesus. Pois, em minha casa era como que um “imperativo categórico” ir a catequese aos sábados pela tarde e a missa os Domingos pela manha. E ainda, quando chegássemos éramos interrogados por meu pai sobre o que lá aconteceu, sobre o que disseram o catequista e o padre. Agradeço a Deus ter vivido estes momentos não como uma ditadura, pois, hoje acredito que em meio de tudo Ele esteve presente.

Minhas catequistas eram as irmãs Teresianas e mais tarde chegaram os padres Salesianos. Lembro-me que eram catequeses muito festivas, onde tínhamos sempre direito a rebuçados e bolachas, e essa era “a alegria de toda a criançada”. Nisto, como que algo no subconsciente dizia-me: “quando eu for grande, quero ser como estas irmãs , dar rebuçados as crianças e que elas fiquem contentes”. E esta ressonância ficou em mim como um ideal a atingir.

Quando terminei a terceira classe numa escola publica, no ano seguinte meu pai matriculou-me na escola Santa Teresa onde já estudavam os meus irmãos. Neste mesmo ano chegaram as irmãs Escravas a essa escola. Foi uma experiência nova, bonita  e de alegria a presença destas irmãs em todo nosso bairro.
Em Santa Teresa estive cinco anos, de quarta à oitava classe. E, no convívio e no contacto com as irmãs Escravas, fui amadurecendo o meu ideal, que já o percebia e sentia como uma Vocação. E desde aí procurei, e na minha procura decidi seguir Jesus Cristo. Então com as irmãs Escravas, na pessoa de Irma Victória, comecei a fazer o processo de acompanhamento e discernimento vocacional.

Terminado os estudos em Santa Teresa, passei a escola Marista onde fiz o ensino médio. Foi lá onde li no jornal mural, uma frase dedicada aos estudantes por um irmão Marista, o irmão Carlos (de feliz Memória) e dizia: “A medida que o tempo passa, a que saber, que coisas levar a frente e que coisas deixar atrás”. Este pensamento marcou-me e chegou-me ao coração e decidi levar a frente aquela que eu acredito ser a vocação a que Deus me chama respondê-lo. E assim entrei na congregação.
Hoje posso dizer que o seguimento de Jesus Cristo faz-me feliz. E agradeço ao Senhor por todas as pessoas que ao longo de minha vida me levaram até Ele e por tudo quanto Ele fez e faz em mim.

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